Ele tinha por volta de vinte anos, já ela estava nos seus berados quinze anos, os dois apresentavam um certo grau de semelhança no modo de ser, realmente era uma coisa bonita de se ver, pelo menos pra ela, tudo que trazia uma falsa impressão a agradava. Vivia escondida em seu quarto vazio, escrevendo seus longos poemas, maioria sobre ele. Aquele quarto vazio era do tamanho de sua vida, onde não havia alegria, só os traços de boa-menina. O rapaz vivia em seu loft, bem no subúrbio, ele curtia Rock, gostava do que fazia. Os dois se encontravam todos os dias por volta das 21h, trocavam afetos, e por horas conversavam sobre a vida, sobre o amor que sentiam um pelo outro, questionavam a durabilidade do caso, e terminavam seus encontros se amando cada vez mais.
Ela o controlava, transformou seus vinte anos em dias comuns. Ele se mudou, mas ela tentava cultivar o afeto de uma forma tão brilhante, de uma forma jamais vista. Ele se desgastou. Ela começou a viver de sua ausência. As lâminas alcançaram o chão. A saudade já era um sentimento inexistente...
"Talvez seja utopia, mas se eu não deixar que se embote a minha sensibilidade, quando envelhecer, em vez de estar ressequida, eu terei chegado ao máximo exercício de meus afetos."
Deixa de ser bonita, menina poeta.
ResponderExcluirTão lindo...
ResponderExcluirquando vamos ler outro?