domingo, 25 de dezembro de 2011
Cura da consciência
Ela decidiu, finalmente, curar-se de sua sanidade que implicava tão insistente em seus devaneios individuais, trazendo-lhe pesos tantos que ela já não se sentia capaz de aguentar. Descobriu a resposta no toque incolor do vento: decidiu que ali haviam cores e que bastava apenas fechar os olhos para senti-las. Olhos fechados, o mundo inundava-a de azuis, vermelhos e dos tons mais alaranjados que alguém, mesmo um deus, poderia conceber. Percebeu o peso da brisa e ele também era mais sustentável de que o peso de suas próprias escolhas e foi então que ela decidiu tornar-se uma folha de outono, levada pelo vento até encontrar os cabelos revolucionados de algum transeunte, talvez um antigo namorado.
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