sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Ainda há jeito

Mesmo que as letras se embaralhem
Que os sinais se misturem
Que as cores se borrem
Que os signos dancem em descompasso

Mesmo que as luzes afrouxem
Que os raios cessem
Que as cores todas virem sépia

Mesmo que nitidez possível
Nos delate mais que deleite
Nos desmonte mais que deslumbre
Nos desnude e nāo desafogue

Mesmo que seja esse o tom
Que a desarmonia seja a nota
É preciso pensar que o humano
Tem alguma saída.

É acreditar nisso
ou
na loucura.

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