A cidade está tomada pela areia.
E não sabe o que fazer.
De um lado chove.
Doutro esfria.
Um calor fulminante.
A dor que afugenta.
Muito antes que se possa pensar.
Numa lacuna perdida.
Os pés exaustos ou intactos.
A observação dos postes tortuosos.
Os prédios, os retalhos.
Tudo consumido por ela.
Nela sofre.
Desmonta-se.
Sobrevive.
E apaga-se.
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