segunda-feira, 10 de março de 2014

Cores

Nos pisos do quintal, os passos resfriavam.
O vento mexia cabelos bagunçados
Transformando tudo em cor
Secando olhos marejados,
Decerto que essa brisa era o antídoto
Para curar as grandes dores internas.
A gente sutilmente lamentava
mesmo se divertindo
se descobrindo
E ninguém ouvia
Ninguém respondia.

O passos ao longe, marcavam ritmos
De uma dança de um indío só
Ao redor de uma fogueira que,
Com as cores,
Se mantinha acesa.
O menino-mestre gritava silenciosamente: "A vida não deve ser triste e solitária, algumas vezes(...)
Vamos compartilhar esse nosso pequeno infinito, com grandes sorrisos.''
E a tribo baixava os olhos numa peleja de palavras.

Bem, aquilo tudo era muito simbólico
Parecia sonho
Cheio de manias repetidas de desejo
Era mais do que apensar um querer
Porque, veja só: até a lua sorria
E depois desaparecia.

Mas não era sonho...

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